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terça-feira, 8 de setembro de 2009

OPINIÕES MARCANTES DE JOSUÉ

"Sou um homem interessado no espetáculo do mundo"


No mangue, tudo é, foi ou será caranguejo, inclusive o homem e a lama”


Só um novo tipo de homens capazes de ousar pensar, ousar refletir e de ousar passar à ação poderá realizar uma verdadeira economia baseada no desenvolvimento humano e equilibrado.”

"Mais grave ainda que a fome aguda e total, devido às suas repercussões sociais e econômicas, é o fenômeno da fome crônica ou parcial, que corrói silenciosamente inúmeras populações do mundo"

O problema do subdesenvolvimento não é exclusivo dos países periféricos: é antes um problema universal, que só pode ter soluções igualmente em escala universal"


Importancia da obra de Josué de Castro

Nota-se que Josué de Castro tem uma vasta obra que permite diversas leituras. A importância desta obra se revela a toma banhotodo momento pois até hoje o fenômeno toma toma toma tomada fome não foi extinto da superfície da terra.

Josué de Castro apresenta diversos elementos para a discussão do fenômeno da fome hoje, seja tratando de políticas públicas de combate à fome, seja tratando dos discursos produtivistas das empresas multinacionais, seja tratando do imaginário da população com relação ao fenômeno da fome.

Para a "História do Pensamento Geográfico Brasileiro" sua contribuição foi decisiva. Sua obra apresenta um rico debate com diversos geógrafos, em especial com os da Geografia Francesa, e por vezes é possível apontar para avanços teóricos realizados pelo autor no sentido de uma Geografia que tenha uma postura mais crítica e ativa frente à realidade brasileira e mundial.


Disponivel em: Wikipédia

Meio ambiente




"Para dominar realmente o problema do meio ambiente, seria preciso, além de uma ampla consulta geral indispensável, a autoridade de um "Governo Mundial", ou, se a expressão o incomoda, de uma instância planetária e soberana a ser definida".

disponível em:http://www.josuedecastro.com.br/port/index.html

A Fome




"Mais grave ainda que a fome aguda e total, devido às suas repercussões sociais e econômicas, é o fenômeno da fome crônica ou parcial, que corrói silenciosamente inúmeras populações do mundo".


MAPA DAS PRINCIPAIS CARÊNCIAS EXISTENTES
NAS DIFERENTES ÁREAS ALIMENTARES DO BRASIL
= ORGANIZADO PELO AUTOR =
A fome é, conforme tantas vezes tenho afirmado, a expressão biológica de males sociológicos. Está intimamente ligada com as distorsões econômicas, a que dei, antes de ninguém, a designação deA fome é, conforme tantas vezes tenho afirmado, a expressão biológica de males sociológicos. Está intimamente ligada com as distorsões econômicas, a que dei, antes de ninguém, a designação deMapa da Fome


disponível em: http://www.josuedecastro.com.br/port/index.html

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Algumas de suas obras são

Alimentação e raça (1936); Documentáro do Nordeste (1937); A alimentação brasileira à luz da Geografia Humana (1937); Geografia da Fome (1946); Geopolítica da Fome (1951); O livro negro da fome (1960); Sete palmos de terra e um caixão (1965); Homens e caranguejos (1967); A explosão demográfica e a fome no mundo (1968).

''A Importância de suas obras''
Nota-se que Josué de Castro tem varias obras que permitem diversas leituras. A importância destas obras até hoje. O fenômeno da fome não foi extinto da superfície da terra.
Josué de Castro apresenta diversos elementos para a discussão do fenômeno da fome hoje, seja tratando de políticas públicas de combate à fome, seja tratando dos discursos produtivistas das empresas multinacionais, seja tratando do imaginário da população com relação ao fenômeno da fome.
Para a “História do Pensamento Geográfico Brasileiro” sua contribuição foi decisiva. Sua obra apresenta um rico debate com diversos geógrafos, em especial com os da Geografia Francesa, e por vezes é possível apontar para avanços teóricos realizados pelo autor no sentido de uma Geografia que tenha uma postura mais crítica e ativa frente à realidade brasileira e mundial.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Centenario Josué de Castro

Josué de Castro é uma destas figuras marcantes de cientista que teve uma profunda influência na vida nacional e grande projeção internacional nos anos que decorreram entre 1930 e 1973. Ele dedicou o melhor de seu tempo e de seu talento para chamar a atenção para o problema da fome e da miséria que assolavam e que, infelizmente ainda assolam, o mundo.

Nascido no Recife e graduado em medicina pela Universidade do Brasil em 1929, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, logo nos primeiros anos de formado, entendeu que “a fome” estava presente na vida de grande parte da população brasileira.

Crítico das especializações, seu trabalho científico foi marcado pela multidisciplinaridade. E a fome foi sua principal e corajosa escolha. Mas além da fome, também estudou questões de interesse global que lhe são relacionadas, como o meio ambiente, o subdesenvolvimento e a paz.

A apropriação injusta e ilegal da generosidade e abundância dos recursos da natureza, é, segundo Josué, responsável pelo subdesenvolvimento, gerador de miséria e a fome. A paz dependeria, fundamentalmente, do desarmamento aliado a um equilíbrio econômico do mundo, a partir de uma distribuição da riqueza visando o verdadeiro desenvolvimento a ser buscado, o humano.

Foi um cientista incansável e, na metade do século passado, contrariando o pensamento então dominante, empreendeu trabalho científico que desnaturalizava a fome.

Ao escrever, em 1946, o festejado livro “Geografia da Fome” afirmava que a fome não era um problema natural, isto é, não dependia nem era resultado dos fatos da natureza, ao contrário, era fruto de ações dos homens, de suas opções, da condução econômica que davam a seus paises.

Nas obras científicas que se seguiram, Josué ampliou suas convicções e aprimorou seus conceitos, visando sempre a inclusão social. Compreendeu que era imprescindível aumentar a renda do trabalhador, e foi um dos precursores na defesa do salário mínimo. Sabia dos males que a nutrição deficiente, nas crianças, poderia acarretar, e ajudou a formular a política de merenda escolar, iniciativa que ainda hoje atende a expressivo número de estudantes em nosso País. Na agricultura familiar, tinha certeza, estaria a melhor forma de fixar o homem no campo e possibilitar sua alimentação. Assim, combateu o latifúndio e defendeu a reforma agrária. Recebeu o Prêmio Internacional da Paz e indicações para receber o Prêmio Nobel da Paz . Percebeu, prematuramente, as agressões que sofria o meio ambiente e colocou-se como um combatente ecológico, em tempos em que até a expressão ainda era novidade.

Após uma longa carreira de êxitos científicos, Josué de Castro teve seus direitos políticos cassados pelo regime militar que dominou o País a partir de 1964. Exilou-se em Paris onde passou a lecionar na Sorbonne., e onde morreu em 1973, sem ter voltado vivo ao seu País. morreu sem mesmo ter recebido oficialmente e nominalmente anistia . O cidadão do mundo Josué de Castro não viveu para ver restabelecida sua condição de cidadão brasileiro. Foi um profeta, um homem a frente de seu tempo.

Entendia que o desequilíbrio, provocado pela desigualdade econômica, poderia ocasionar mais estragos para a humanidade do que as diferenças ideológicas. “O que divide os homens não são as coisas, são as idéias de que eles têm das coisas, e as idéias dos ricos são bem diferentes das idéias dos pobres”, pregava, com surpreendente clareza, para os tempos da guerra fria.

Foi, ainda, capaz de prever a ampliação da chamada globalização, na qual a vida econômica é comandada pelas empresas, representando os Estados que são meros executores da política territorial e econômica das mesmas. Processo que aumenta a concentração geográfica e acentua as diferenças regionais, contrariando o desenvolvimento humano.

Entretanto, a modernidade e a globalização que Josué previu e desejou seria aquela em que a tecnologia mais avançada seria utilizada para melhor distribuir a riqueza, quer do ponto de vista geográfico, quer do econômico, e trazer uma era de bem-estar e de verdadeiro progresso para a humanidade.

O ano de 2008 assinala o centenário de nascimento de Josué de Castro. Um brasileiro cuja trajetória de vida merece ser lembrada. Médico, escritor, político, professor, cientista social, um homem de múltiplos saberes e de ações que sempre visavam atender os anseios dos mais pobres, especialmente daqueles que enfrentavam o problema da fome e suas conseqüências.

Anna Maria de Castro
Professora titular da UFRJ
Doutora em Sociologia Aplicada
(filha de Josué de Castro)